Personagem do meu TCC, O Circo.
Como todos os personagens desta história, ele não tem nome próprio, é definido pela sua função e condição.
Como disse em um post anterior, resolvi testar aquarela. Para minha surpresa, não gostei muito do resultado final dos testes que fiz, do jeito que a tinta mistura, entre outras coisas. Ainda não desisti de vez, mas percebi que a dinâmica do material não é exatamente minha praia, como é a da Janaina Tokitaka e da Julia Bax, por exemplo.
Resolvi tentar pintar usando Ecoline, material que usei há muitos anos atrás. Não sei se é pelo tempo que usei, se são as cores fortes ou a possibilidade de sobrepor cores de um modo que não consegui com aquarela, mas o fato é que me apaixonei novamente. Para as cores, usei um tutorial fantástico.
Clique aqui para ver o tutorial (inglês).
Ele diz que você deve primeiro pensar no contraste das sombras do desenho; na dúvida, opte por usar só 3 cores e brincar com a proporção do quanto cada uma deve ocupar. Acabei pegando amarelo, roxo e laranja, e experimentei com os tons dentro dessa gama.
Eu tinha fotos do processo todo do desenho, acabei de descobrir que apaguei tudo da câmera. Aqui vai uma descrição rápida do processo:
1) Rascunho em um sulfite A4;
2) Estudo de sombras em cima do rascunho com canetas hidrocor cinzas;
3) Transferi o rascunho para uma folha de papel especial para aquarelas através da mesa de luz (vulgo "mesa da cozinha");
4) Quando as cores estavam prontas, tirei uma foto em preto-e-branco para conferir se o contraste estava bom. Veja que o contraste da primeira imagem entre os cinzas não está forte, está tudo muito igual. Sendo assim, carreguei mais nos tons de roxo e nas sombras.
5) Ta-da! Bem melhor.
Semana que vem posto o outro desenho com aquarela também.
Obrigada pela visita!
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22 de maio de 2012
6 de outubro de 2008
2007: sobre cadernos, crises e apostas.
Pq eu vou tricotar sobre algumas coisitas que conversei dia desses. Afinal, depois de 2 meses sem postar dá pra vc falar, falar e falar (escrever neste caso).
Este é do meu caderno de 2007, mais ou menos quando decidi que faria parte da minha linguagem o uso de pincel + papel reciclado. Não acabei de colorir e nem vou.

Material: pincel + nanquim + Painter 7 + Photoshop 7.
Não sei se alguém entenderá isto, mas tomar este tipo de decisão foi algo importantíssimo para que eu continuasse a desenhar.
2007 me foi um ano bem complicado no campo de trabalho/estudos, onde me ocorreu a séria idéia de parar de desenhar pois não estava nem perto de satisfeita com o meu trabalho, além de não ver nenhum tipo de futuro. O interessante é que dá pra ver bem isto impresso no caderno, pq além de vários trabalhos inacabados, não há uma "consistência" de estilo de uma página para outra, dá pra ver o quanto eu estava em dúvida e divagando sem rumo.
Quando falo em não estar satisfeita não é essa coisa de ficar reclamando "Aaaah eu não desenho bem!". É de perder o tesão na hora de criar (nada te inspira), de arte-finalizar (caneta toma horas e horas) e de nenhum trabalho corresponder nem de perto às suas expectativas. O pior, de olhar pro papel e falar: isto não é o meu trabalho.
No início do tal ano, conversei com o meu colega Breno Ferreira e resolvemos criar O Desafio entre nós: pegaríamos um caderno tamanho A4 com 100 folhas (sulfite ou qualquer uma que a gente quisesse) e teríamos de até o final do ano completá-lo com desenhos (sem ser frente-e-verso p/ não prejudicar o desenho). Combinamos assim para que praticássemos mais e com o óbvio intuito de melhorarmos o nosso traço. Para dar "mais incentivo", uma penalidade: quem não completasse, teria os desenhos arrancados do caderno e o outro levaria de presente.
Pra quem olha e pensa: 100 folhas - mais ou menos 8 meses...1 desenho a cada dia (98 dias). Porém, estamos falando de pessoas que não estavam tão produtivas assim. Ou seja, havia um belo desafio à frente. O mais legal foi que vários amigos gostaram de idéia e resolveram entrar na dança.
Criei um caderno de capa-dura, com 50 folhas em papel Reciclato 75g, 25 folhas sulfites brancas 90g, 10 folhas de papel kraft, 20 folhas sulfites amarela e rosa 75g. Fiz isto lá no Seu Mário (a papelaria da FAU - USP) e saiu + ou - 12 reais. Fica aí a dica pra quem quiser um caderno personalizado.
Reciclato: relutei, mas como dá pra ver me apaixonei e não largo mão.
Sulfite: dã.
Kraft: legalzinho, não me dei tão bem assim.
Sulfite amarela e rosa: gostei mais da superfície amarela.
Um dia estava olhando meus desenhos mais antigos de 2000/2001 quando me deparei com um da época em que eu estava aprendendo a arte-finalizar num curso de Histórias-em-Quadrinhos na ABRA (créditos ao meu ótimo professor Paulo Fragoso). As linhas que fiz com o pincel - apesar da óbvia falta de precisão - eram exatamente aquilo que eu queria no desenho e não sabia exatamente onde procurar.
A variação de linhas (algo que eu não vivo sem), o movimento, a naturalidade do traço e a rapidez. Dá-lhe algumas semanas de treino e parte da crise se foi. O meu êxtase em arte-finalizar era óbvio para os mais chegados. O resultado disto está no trabalho/livro que criei intitulado O Circo. Dá pra ver algumas páginas neste link (clique em "The Circus" à direita):

: N u r s e r y
Aos poucos a crise foi passando, fui retomando o gosto por desenhar e lálálá. O resto acho que dá pra ver por aqui no blog e lá no Carbonmade. Não posso dizer que a crise acabou de vez, só que o fim do túnel já está mais próximo que antes.
Resultado do Desafio: no final do ano, tivemos vários problemas (NÉ MINHA GENTE?) e acabou que ninguém foi penalizado. Eu acabei (por pouco), algumas pessoas desistiram e o grande vencedor da rodada foi o HERMES! que deu uma evoluída monstra no traço, a ponto de quase acabar dois cadernos. Meu orgulho esse menino!
Agora todo ano tenho um caderno e raramente olho o antigo. Quero chegar no final deste ano e compará-los não pra falar "Ai olha como eu melhorei!" mas pra ver o quanto criei até agora. Se é pouco para os padrões internacionais e intergaláticos eu não sei, só sei que este é o meu ritmo.
----------
Então fikadika criançada. Crises são mais-do-comuns, pedem paciência e esforço.
Recado especial para você, meu caro:
A crise pediu também que às vezes eu racionalize menos sobre o ato de desenhar e seus objetivos (um cacoete terrível que adquiri na faculdade - esta é a verdade) e me deixe levar um pouco pela simples ânsia de criar algo.
Beigos a todos que aqui ainda visitam!
Este é do meu caderno de 2007, mais ou menos quando decidi que faria parte da minha linguagem o uso de pincel + papel reciclado. Não acabei de colorir e nem vou.

Material: pincel + nanquim + Painter 7 + Photoshop 7.
Não sei se alguém entenderá isto, mas tomar este tipo de decisão foi algo importantíssimo para que eu continuasse a desenhar.
2007 me foi um ano bem complicado no campo de trabalho/estudos, onde me ocorreu a séria idéia de parar de desenhar pois não estava nem perto de satisfeita com o meu trabalho, além de não ver nenhum tipo de futuro. O interessante é que dá pra ver bem isto impresso no caderno, pq além de vários trabalhos inacabados, não há uma "consistência" de estilo de uma página para outra, dá pra ver o quanto eu estava em dúvida e divagando sem rumo.
Quando falo em não estar satisfeita não é essa coisa de ficar reclamando "Aaaah eu não desenho bem!". É de perder o tesão na hora de criar (nada te inspira), de arte-finalizar (caneta toma horas e horas) e de nenhum trabalho corresponder nem de perto às suas expectativas. O pior, de olhar pro papel e falar: isto não é o meu trabalho.
No início do tal ano, conversei com o meu colega Breno Ferreira e resolvemos criar O Desafio entre nós: pegaríamos um caderno tamanho A4 com 100 folhas (sulfite ou qualquer uma que a gente quisesse) e teríamos de até o final do ano completá-lo com desenhos (sem ser frente-e-verso p/ não prejudicar o desenho). Combinamos assim para que praticássemos mais e com o óbvio intuito de melhorarmos o nosso traço. Para dar "mais incentivo", uma penalidade: quem não completasse, teria os desenhos arrancados do caderno e o outro levaria de presente.
Pra quem olha e pensa: 100 folhas - mais ou menos 8 meses...1 desenho a cada dia (98 dias). Porém, estamos falando de pessoas que não estavam tão produtivas assim. Ou seja, havia um belo desafio à frente. O mais legal foi que vários amigos gostaram de idéia e resolveram entrar na dança.
Criei um caderno de capa-dura, com 50 folhas em papel Reciclato 75g, 25 folhas sulfites brancas 90g, 10 folhas de papel kraft, 20 folhas sulfites amarela e rosa 75g. Fiz isto lá no Seu Mário (a papelaria da FAU - USP) e saiu + ou - 12 reais. Fica aí a dica pra quem quiser um caderno personalizado.
Reciclato: relutei, mas como dá pra ver me apaixonei e não largo mão.
Sulfite: dã.
Kraft: legalzinho, não me dei tão bem assim.
Sulfite amarela e rosa: gostei mais da superfície amarela.
Um dia estava olhando meus desenhos mais antigos de 2000/2001 quando me deparei com um da época em que eu estava aprendendo a arte-finalizar num curso de Histórias-em-Quadrinhos na ABRA (créditos ao meu ótimo professor Paulo Fragoso). As linhas que fiz com o pincel - apesar da óbvia falta de precisão - eram exatamente aquilo que eu queria no desenho e não sabia exatamente onde procurar.
A variação de linhas (algo que eu não vivo sem), o movimento, a naturalidade do traço e a rapidez. Dá-lhe algumas semanas de treino e parte da crise se foi. O meu êxtase em arte-finalizar era óbvio para os mais chegados. O resultado disto está no trabalho/livro que criei intitulado O Circo. Dá pra ver algumas páginas neste link (clique em "The Circus" à direita):

: N u r s e r y
Aos poucos a crise foi passando, fui retomando o gosto por desenhar e lálálá. O resto acho que dá pra ver por aqui no blog e lá no Carbonmade. Não posso dizer que a crise acabou de vez, só que o fim do túnel já está mais próximo que antes.
Resultado do Desafio: no final do ano, tivemos vários problemas (NÉ MINHA GENTE?) e acabou que ninguém foi penalizado. Eu acabei (por pouco), algumas pessoas desistiram e o grande vencedor da rodada foi o HERMES! que deu uma evoluída monstra no traço, a ponto de quase acabar dois cadernos. Meu orgulho esse menino!
Agora todo ano tenho um caderno e raramente olho o antigo. Quero chegar no final deste ano e compará-los não pra falar "Ai olha como eu melhorei!" mas pra ver o quanto criei até agora. Se é pouco para os padrões internacionais e intergaláticos eu não sei, só sei que este é o meu ritmo.
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Então fikadika criançada. Crises são mais-do-comuns, pedem paciência e esforço.
Recado especial para você, meu caro:
A crise pediu também que às vezes eu racionalize menos sobre o ato de desenhar e seus objetivos (um cacoete terrível que adquiri na faculdade - esta é a verdade) e me deixe levar um pouco pela simples ânsia de criar algo.
Beigos a todos que aqui ainda visitam!
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