6 de novembro de 2008

Waht?



Material: sulfite branco + canetas 0.05 a 0.3 + pincel + nanquim + Photoshop 7.

Queria algumas coisas: desenhar uma garota em um dia comum (unhas sendo feitas, bobes no cabelo, falta de depilação, etc), testar uma paleta tendo o Ciano e Amarelo em mente, utilizar um pouco de elementos gráficos.

Feito nos intervalos de trabalhos pra faculdade e colorido nas madrugadas (única hora realmente livre que tenho...na verdade eu deveria dormir).

Puxa, eu não tenho mais nada pra falar neste post. Talvez no próximo.

Beijos.

6 de outubro de 2008

Páginas amarelas

...depois de tanto blábláblá do post anterior, voltamos com a nossa programação normal. MAS ainda vai rolar depois um post-monstro sobre o show do THE HIVES (L) ou como eu deveria falar, "Um dia de tiete".

Tenho desenhos novos, mas não posso postar alguns por 1 simples motivo: é material de divulgação de um outro grupo e enquanto eles não liberarem, óbviamente eu não posso colocar aqui.

Há também a preguiça de scannear e colocar aqui.


Este primeiro já diz tudo. Amy cheinha e inacabada.


Já este aqui foi feito numa das aulas do Professor Geraldo em que ele pediu para que ilustrássemos antônimos. Ninguém falou o que podia ou não, se tinha de ser com colagem ou não, aí fiz desenho com pincel linha e tuuuudo mais em incrível 1 hora e meia (chegar atrasada dá nisso).

Antônimos escolhidos:
Rugoso e liso, quente e frio, macio e áspero.

E este de baixo foi feito também nas páginas amarelas do meu caderno em Julho, quando eu trabalhei como secretária por 1 mês num escritório de arquitetura. As cores rápidas foram adicionadas faz algumas semanas.

O dia tava calmo, nenhuma pendência e lembrei da paixão que divido por Slipknot com o Affonso. Aíííí ele me falou do novo CD, mostrou o novo clipe, as novas máscaras e nesta troca de informações resolvi desenhar todos os integrantes & seus respectivos apetrechos. Pra começar, o Craig - #5 que tem uma das máscaras mais legais.


Material: Papel sulfite amarelo, canetas 0.3 - 0.5, Photoshop 7.

No final das contas ele acabou ficando com mais cara humana que a máscara.

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Agora vou dormir.

2007: sobre cadernos, crises e apostas.

Pq eu vou tricotar sobre algumas coisitas que conversei dia desses. Afinal, depois de 2 meses sem postar dá pra vc falar, falar e falar (escrever neste caso).

Este é do meu caderno de 2007, mais ou menos quando decidi que faria parte da minha linguagem o uso de pincel + papel reciclado. Não acabei de colorir e nem vou.



Material: pincel + nanquim + Painter 7 + Photoshop 7.

Não sei se alguém entenderá isto, mas tomar este tipo de decisão foi algo importantíssimo para que eu continuasse a desenhar.

2007 me foi um ano bem complicado no campo de trabalho/estudos, onde me ocorreu a séria idéia de parar de desenhar pois não estava nem perto de satisfeita com o meu trabalho, além de não ver nenhum tipo de futuro. O interessante é que dá pra ver bem isto impresso no caderno, pq além de vários trabalhos inacabados, não há uma "consistência" de estilo de uma página para outra, dá pra ver o quanto eu estava em dúvida e divagando sem rumo.

Quando falo em não estar satisfeita não é essa coisa de ficar reclamando "Aaaah eu não desenho bem!". É de perder o tesão na hora de criar (nada te inspira), de arte-finalizar (caneta toma horas e horas) e de nenhum trabalho corresponder nem de perto às suas expectativas. O pior, de olhar pro papel e falar: isto não é o meu trabalho.

No início do tal ano, conversei com o meu colega Breno Ferreira e resolvemos criar O Desafio entre nós: pegaríamos um caderno tamanho A4 com 100 folhas (sulfite ou qualquer uma que a gente quisesse) e teríamos de até o final do ano completá-lo com desenhos (sem ser frente-e-verso p/ não prejudicar o desenho). Combinamos assim para que praticássemos mais e com o óbvio intuito de melhorarmos o nosso traço. Para dar "mais incentivo", uma penalidade: quem não completasse, teria os desenhos arrancados do caderno e o outro levaria de presente.

Pra quem olha e pensa: 100 folhas - mais ou menos 8 meses...1 desenho a cada dia (98 dias). Porém, estamos falando de pessoas que não estavam tão produtivas assim. Ou seja, havia um belo desafio à frente. O mais legal foi que vários amigos gostaram de idéia e resolveram entrar na dança.

Criei um caderno de capa-dura, com 50 folhas em papel Reciclato 75g, 25 folhas sulfites brancas 90g, 10 folhas de papel kraft, 20 folhas sulfites amarela e rosa 75g. Fiz isto lá no Seu Mário (a papelaria da FAU - USP) e saiu + ou - 12 reais. Fica aí a dica pra quem quiser um caderno personalizado.

Reciclato: relutei, mas como dá pra ver me apaixonei e não largo mão.
Sulfite: dã.
Kraft: legalzinho, não me dei tão bem assim.
Sulfite amarela e rosa: gostei mais da superfície amarela.

Um dia estava olhando meus desenhos mais antigos de 2000/2001 quando me deparei com um da época em que eu estava aprendendo a arte-finalizar num curso de Histórias-em-Quadrinhos na ABRA (créditos ao meu ótimo professor Paulo Fragoso). As linhas que fiz com o pincel - apesar da óbvia falta de precisão - eram exatamente aquilo que eu queria no desenho e não sabia exatamente onde procurar.

A variação de linhas (algo que eu não vivo sem), o movimento, a naturalidade do traço e a rapidez. Dá-lhe algumas semanas de treino e parte da crise se foi. O meu êxtase em arte-finalizar era óbvio para os mais chegados. O resultado disto está no trabalho/livro que criei intitulado O Circo. Dá pra ver algumas páginas neste link (clique em "The Circus" à direita):



: N u r s e r y

Aos poucos a crise foi passando, fui retomando o gosto por desenhar e lálálá. O resto acho que dá pra ver por aqui no blog e lá no Carbonmade. Não posso dizer que a crise acabou de vez, só que o fim do túnel já está mais próximo que antes.

Resultado do Desafio: no final do ano, tivemos vários problemas (NÉ MINHA GENTE?) e acabou que ninguém foi penalizado. Eu acabei (por pouco), algumas pessoas desistiram e o grande vencedor da rodada foi o HERMES! que deu uma evoluída monstra no traço, a ponto de quase acabar dois cadernos. Meu orgulho esse menino!

Agora todo ano tenho um caderno e raramente olho o antigo. Quero chegar no final deste ano e compará-los não pra falar "Ai olha como eu melhorei!" mas pra ver o quanto criei até agora. Se é pouco para os padrões internacionais e intergaláticos eu não sei, só sei que este é o meu ritmo.

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Então fikadika criançada. Crises são mais-do-comuns, pedem paciência e esforço.

Recado especial para você, meu caro:
A crise pediu também que às vezes eu racionalize menos sobre o ato de desenhar e seus objetivos (um cacoete terrível que adquiri na faculdade - esta é a verdade) e me deixe levar um pouco pela simples ânsia de criar algo.

Beigos a todos que aqui ainda visitam!

7 de agosto de 2008

Warhol + Cores

Éééé tenso, não posto nada aqui há 1 mês. MAS foram férias etc etc...
Mentira: isto foi a mais pura preguiça, peço desculpas aos que aqui (ainda) visitam.

Tive algumas idéias birutas e no meio da viagem fiquei refletindo sobre uma aula que tive com o professor Tadeu Chiarelli a respeito da obra do Warhol. Ele comentou sobre como o peso da idade reflete na obra de muitoas artistas, e nas do Warhol é bizarramente clara a influência (pra pior, arriscaria dizer).

Num intervalo de trabalhos de hoje, fiz o retrato dele em 2 horas. O colorido também foi em 2 horas. Tudo é beeem simples, mas o que sempre pega é "qual versão deve ser a oficial?", aí eu fico pelo menos 1 hora testando inúmeros esquemas de cores. Nunca me dou por satisfeita, pergunto pra todos da família e não tem jeito: prefiro todas.



Material: folha sulfite amarela + lápis HB + pincel + nanquim + Photoshop 7.



Neste caso demorei mais pois sou extremamente chata (oh really?) com esquemas de cores & associações bizarras da minha mente. Por exemplo, o esquema verde ficava latejando "AH isto é tão anos 50/Esquemas de cores das aberturas do desenho da Pantera Cor de Rosa", enquanto o rosa + amarelo - além de ser uma combinação bizarra que a-do-ro - me falava "Olá, sou a Pakalolo dos anos 90".




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SIM, acreditem ou não, mas eu reparo em esquemas de cores de cada época/local/etc. Não que eu seja extremamente precisa e muito menos uma grande estudiosa, mas é assim desde mais nova. Cores em filmes então, nem se fala! Filmes de TERROR...aaaah meus amigos, dá até para te falar das tendências de cada década e ainda usar clipes
(musicais, não o acessório) como exemplo.

CLIPES também me chamam muito a atenção. Já vi vários clipes que não gosto da música só por causa do esquema de cores.

Eu odeio flash de câmeras fotográficas pq eles destroem toda a sutileza das luzes (e conseqüentemente as cores) do local.

Tive momentos delirantes & fantásticos no último Tomb Raider devido um dos Special Features, no qual mostram os cenários criados para que os designers/programadores estudassem a arquitetura e detalhes de cada região do planeta que apareceria no jogo. Caramba, quando vi a diferença de luminosidade entre o cenário do Egito e o da Grécia confesso que foi impossível conter a felicidade extrema ao constatar que eles pensaram sim em algo tão simples, mas que muitas vezes é ignorado pela maioria das pessoas.

Começei a jogar Shadow of Colossus adivinhem porque? Siiim, pq vi meu irmão jogando e fiquei "OH mas olhe essas cores!". Detonei Zelda: Ocarina of Time N vezes e sempre esperava o anoitecer no meio de Hyrule só para ver as diferenças de luz/cores que os caras criaram para cada período do dia.

...eu penso primeiro nas cores da história de uma HQ antes de criá-la, mesmo que ela vá ser preta-e-branca. Pois é.

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Perdoem a divagação.
Não, meu cérebro não é muito bem regulado.

Eu ainda uso trema. E detesto a reforma ortográfica.

Mais desenhos por vir.
bjundas a todos,
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