17 de novembro de 2008

Zombie Walk 2008

Aiii minha nova criatura :D!!


foto por Tito Ferradans.

Pois beeem, e no domingo retrasado, dia 02 de Novembro, foi a quase-famosa Zombie Walk São Paulo. Pra quem não sabe:

Zombie Walk é um movimento público organizado por um grande grupo de pessoas nas quais se vestem de zumbis. Geralmente caminhando ou correndo por grandes centros urbanos, os participantes organizam uma rota através das ruas da cidade, passando por shoppings, parques e outros locais com grande público.

(definição da Wikipedia)

É um evento que acontece também em outros locais do mundo. Mais curiosidades na Wikipedia ou perguntem pro deus Google.

Estive presente na do ano passado como enfermeira (oh! Que novidade...) ensangüentada dos pés à cabeça e divulgando o então novo número da CÃO em que o tema era zumbis. Foi extremamente divertida, as pessoas que lá estavam além de criarem fantasias muitos boas e algumas inusitadas, me pareciam realmente fãs de filmes de terror B.

O Projeto

O ano se foi e cá estamos no segundo semestre de 2008. Estou cursando uma matéria de Modelagem (uma “optatória” do meu departamento) e no meio das aulas, nos foi ensinado como podemos tirar moldes de nossos próprios rostos. O tal modo utiliza gesso, etc, e muita gente já deve ter feito no colégio com jornal, não é nada assombroso (e eu não vou me ater à estes detalhes). Acontece que eu gostei muito da idéia e vi que poderia aproveitar isto de alguma maneira.

Depois de muito matutar e ter como referências Silent Hill (que praticamente rege parte do meu imaginário), o doentíssimo serial killer Ed Gein (que pra quem não sabe matava mulheres e as escalpava criando abajures e vestimentas) e principalmente o clássico Leatherface do O Massacre da Serra Elétrica (o original e o remake, que ficou bom SIM), resolvi criar minha própria versão de enfermeira (uau, eu nem gosto de enfermeiras!).



Vendo a vestimenta do Leatherface, achei bom fazer não só uma máscara feita da pele de um outro rosto só que também um avental personalizado. Feito de peles humanas, oh weeeeh /o/!

Desenvolvendo – “escalpando pessoas”

Tendo o projeto em mente, apresentei para a professora pedindo para que eu não precisasse me dedicar à aprender novas técnicas, que pudesse desenvolver mais esta pela qual optei explorando novos caminhos e, que quando terminasse a roupa, não fizesse uma “performance” na faculdade, porém na Zombie Walk – afinal eu prefiro pagar mico junto com muitas outras pessoas do que sozinha pra meia dúzia de pessoas (não que eu já não tenha feito isto...). Sem contar que o cenário fica bem mais interessante! Tudo com a promessa de fotos, e etc.

Isto me tomou mais ou menos 2 meses: concluí a idéia e comecei a trabalhar nos moldes em Setembro, apresentei o projeto no início de Outubro e terminei só na última semana de Outubro – na mesma da Zombie Walk. Foi um processo longo pq o material que usei demora de 2/3 dias para secar, porém para que a máscara do rosto fique boa, é preciso que eu fique com ela em mãos mexendo no material líquido – o que toma em torno de 2/3 horas. O horário para fazer isto era só durante as aulas, então não pude deixar escapar nem um instante e planejar tudo para que não houvesse perdas (o que aconteceu).

Depois do 3º exemplar do meu rosto, o molde começou a ruir (era de gesso, lembra) e por sorte minha cara colega Camilla cedeu-me o molde do rosto dela :D. Sem isso eu estaria frita, muito obrigada Cá ;*!

Peles prontas, hora de preparar a roupa ^___^.

Montando a roupa

O problema do material que usei é que ele fede. Fede mesmo! É resistente pacas, mas o cheirinho...uma vez tudo pronto e em casa, foi hora de cortar os pedaços e juntá-los aleatoriamente.









Costuracosturacostura.

Agora temos de maquiá-los. Sim! Sr. Bruno Mitsuo por sorte me contou que o material aceita maquiagem muito bem, então lá fomos nós – criando “hematomas”, locais de apodrecimento, avermelhando, realçando detalhes, entre outros.




Maquiagem de base pronta, vamos aplicar a primeira mão de sangue e outros efeitos :D. Aí a coisa começou a ficar prazerosa! Pintar sangue sempre me acalma (e eu estava tendo um dia dos infernos), é in-crí-vel. O maior tesão da noite foi ver pelas fotos que os pedaços realmente pareciam pedaços de carnes.





É pena que o sangue falso seca e perde um pouco do impacto. Coloquei ataduras para pendurar o avental no pescoço e amarrar na cintura.



Já a roupa (vestimenta de pano) foi mesma da primeira vez que fui de enfermeira na ZW, porém suja ao extremo, pois quando coloquei o avental na primeira vez percebi que o branco atrapalhava muito, então deixei tudo mais amarelado e sujo como uma boa enfermeira deve ser. Sim, kudos ao Silent Hill.

Tudo pronto!

No dia da ZW apliquei o sangue falso no corpo, me sujei de tinta até não agüentar mais e lá fui eu rumo à Paulista.

Neste ano parecia que havia muito mais curiosos do que zumbis. Claro que isto é legal, pq parece que o evento está ficando mais famosinho, porém...eu não quero dar uma de velha chata, mas realmente não achei tão divertida quanto da outra vez. É claro que muita gente discorda de mim, mas esta é minha experiência e ponto.

Choveu como no ano retrasado, mas o que causou confusão foi o percurso estabelecido. Ano passado saímos do vão do MASP e andamos até a Augusta, descendo a mesma rua rumo à uma baladinha no Outs. Este ano (como se pode ver no site) eles caminharam até a Consolação, desceram uma parte e foram à Augusta para uma festa no Inferno (piada-pronta). Neste percurso, muita gente saiu da caminhada ou por não saber onde todos iam ou por causa da chuva.

E sem comentários sobre os arruaceiros balançando carros alucinadamente. Brincadeira tem limite. Consumo de álcool mais ainda.

Em comparação com o ano passado, a minha fantasia estava obviamente bem mais estranha, o que foi legal pq o pessoal não me olhava direito. Primeiro olhavam com um ar de espanto e depois evitavam me encarar. Acho que a falta de expressão e por não saberem se eu estou rindo ou não deixou algumas pessoas desconfortáveis =D.

Agora é apresentar nesta quarta-feira, espero conseguir uma boa nota.

Algumas fotos da ZW


by Tito Ferradans.


by Guilherme Freire.


by Guilherme Freire.


by Guilherme Freire.


by F. Mafra.

Para mais fotos da Zombie Walk, acessem o Flickr (vale a pena):
Flickr da Zombie Walk São Paulo

47%

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47%...pq eu não sei usar um revólver e não tenho muitos enlatados no armário...

6 de novembro de 2008

Waht?



Material: sulfite branco + canetas 0.05 a 0.3 + pincel + nanquim + Photoshop 7.

Queria algumas coisas: desenhar uma garota em um dia comum (unhas sendo feitas, bobes no cabelo, falta de depilação, etc), testar uma paleta tendo o Ciano e Amarelo em mente, utilizar um pouco de elementos gráficos.

Feito nos intervalos de trabalhos pra faculdade e colorido nas madrugadas (única hora realmente livre que tenho...na verdade eu deveria dormir).

Puxa, eu não tenho mais nada pra falar neste post. Talvez no próximo.

Beijos.

6 de outubro de 2008

Páginas amarelas

...depois de tanto blábláblá do post anterior, voltamos com a nossa programação normal. MAS ainda vai rolar depois um post-monstro sobre o show do THE HIVES (L) ou como eu deveria falar, "Um dia de tiete".

Tenho desenhos novos, mas não posso postar alguns por 1 simples motivo: é material de divulgação de um outro grupo e enquanto eles não liberarem, óbviamente eu não posso colocar aqui.

Há também a preguiça de scannear e colocar aqui.


Este primeiro já diz tudo. Amy cheinha e inacabada.


Já este aqui foi feito numa das aulas do Professor Geraldo em que ele pediu para que ilustrássemos antônimos. Ninguém falou o que podia ou não, se tinha de ser com colagem ou não, aí fiz desenho com pincel linha e tuuuudo mais em incrível 1 hora e meia (chegar atrasada dá nisso).

Antônimos escolhidos:
Rugoso e liso, quente e frio, macio e áspero.

E este de baixo foi feito também nas páginas amarelas do meu caderno em Julho, quando eu trabalhei como secretária por 1 mês num escritório de arquitetura. As cores rápidas foram adicionadas faz algumas semanas.

O dia tava calmo, nenhuma pendência e lembrei da paixão que divido por Slipknot com o Affonso. Aíííí ele me falou do novo CD, mostrou o novo clipe, as novas máscaras e nesta troca de informações resolvi desenhar todos os integrantes & seus respectivos apetrechos. Pra começar, o Craig - #5 que tem uma das máscaras mais legais.


Material: Papel sulfite amarelo, canetas 0.3 - 0.5, Photoshop 7.

No final das contas ele acabou ficando com mais cara humana que a máscara.

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Agora vou dormir.

2007: sobre cadernos, crises e apostas.

Pq eu vou tricotar sobre algumas coisitas que conversei dia desses. Afinal, depois de 2 meses sem postar dá pra vc falar, falar e falar (escrever neste caso).

Este é do meu caderno de 2007, mais ou menos quando decidi que faria parte da minha linguagem o uso de pincel + papel reciclado. Não acabei de colorir e nem vou.



Material: pincel + nanquim + Painter 7 + Photoshop 7.

Não sei se alguém entenderá isto, mas tomar este tipo de decisão foi algo importantíssimo para que eu continuasse a desenhar.

2007 me foi um ano bem complicado no campo de trabalho/estudos, onde me ocorreu a séria idéia de parar de desenhar pois não estava nem perto de satisfeita com o meu trabalho, além de não ver nenhum tipo de futuro. O interessante é que dá pra ver bem isto impresso no caderno, pq além de vários trabalhos inacabados, não há uma "consistência" de estilo de uma página para outra, dá pra ver o quanto eu estava em dúvida e divagando sem rumo.

Quando falo em não estar satisfeita não é essa coisa de ficar reclamando "Aaaah eu não desenho bem!". É de perder o tesão na hora de criar (nada te inspira), de arte-finalizar (caneta toma horas e horas) e de nenhum trabalho corresponder nem de perto às suas expectativas. O pior, de olhar pro papel e falar: isto não é o meu trabalho.

No início do tal ano, conversei com o meu colega Breno Ferreira e resolvemos criar O Desafio entre nós: pegaríamos um caderno tamanho A4 com 100 folhas (sulfite ou qualquer uma que a gente quisesse) e teríamos de até o final do ano completá-lo com desenhos (sem ser frente-e-verso p/ não prejudicar o desenho). Combinamos assim para que praticássemos mais e com o óbvio intuito de melhorarmos o nosso traço. Para dar "mais incentivo", uma penalidade: quem não completasse, teria os desenhos arrancados do caderno e o outro levaria de presente.

Pra quem olha e pensa: 100 folhas - mais ou menos 8 meses...1 desenho a cada dia (98 dias). Porém, estamos falando de pessoas que não estavam tão produtivas assim. Ou seja, havia um belo desafio à frente. O mais legal foi que vários amigos gostaram de idéia e resolveram entrar na dança.

Criei um caderno de capa-dura, com 50 folhas em papel Reciclato 75g, 25 folhas sulfites brancas 90g, 10 folhas de papel kraft, 20 folhas sulfites amarela e rosa 75g. Fiz isto lá no Seu Mário (a papelaria da FAU - USP) e saiu + ou - 12 reais. Fica aí a dica pra quem quiser um caderno personalizado.

Reciclato: relutei, mas como dá pra ver me apaixonei e não largo mão.
Sulfite: dã.
Kraft: legalzinho, não me dei tão bem assim.
Sulfite amarela e rosa: gostei mais da superfície amarela.

Um dia estava olhando meus desenhos mais antigos de 2000/2001 quando me deparei com um da época em que eu estava aprendendo a arte-finalizar num curso de Histórias-em-Quadrinhos na ABRA (créditos ao meu ótimo professor Paulo Fragoso). As linhas que fiz com o pincel - apesar da óbvia falta de precisão - eram exatamente aquilo que eu queria no desenho e não sabia exatamente onde procurar.

A variação de linhas (algo que eu não vivo sem), o movimento, a naturalidade do traço e a rapidez. Dá-lhe algumas semanas de treino e parte da crise se foi. O meu êxtase em arte-finalizar era óbvio para os mais chegados. O resultado disto está no trabalho/livro que criei intitulado O Circo. Dá pra ver algumas páginas neste link (clique em "The Circus" à direita):



: N u r s e r y

Aos poucos a crise foi passando, fui retomando o gosto por desenhar e lálálá. O resto acho que dá pra ver por aqui no blog e lá no Carbonmade. Não posso dizer que a crise acabou de vez, só que o fim do túnel já está mais próximo que antes.

Resultado do Desafio: no final do ano, tivemos vários problemas (NÉ MINHA GENTE?) e acabou que ninguém foi penalizado. Eu acabei (por pouco), algumas pessoas desistiram e o grande vencedor da rodada foi o HERMES! que deu uma evoluída monstra no traço, a ponto de quase acabar dois cadernos. Meu orgulho esse menino!

Agora todo ano tenho um caderno e raramente olho o antigo. Quero chegar no final deste ano e compará-los não pra falar "Ai olha como eu melhorei!" mas pra ver o quanto criei até agora. Se é pouco para os padrões internacionais e intergaláticos eu não sei, só sei que este é o meu ritmo.

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Então fikadika criançada. Crises são mais-do-comuns, pedem paciência e esforço.

Recado especial para você, meu caro:
A crise pediu também que às vezes eu racionalize menos sobre o ato de desenhar e seus objetivos (um cacoete terrível que adquiri na faculdade - esta é a verdade) e me deixe levar um pouco pela simples ânsia de criar algo.

Beigos a todos que aqui ainda visitam!
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